Introdução Alimentar: por onde começar
Pode ser que seu bebê tenha 6 meses ou menos, não sei como está seguindo por aí, mas por aqui nós seguimos as recomendações médicas de esperar nossa filha completar 6 meses para começar a famosa "introdução alimentar". Aposto que você deve estar se questionando: "Qual alimentação seguir? Como começar?". Pois bem, sei bem como é se sentir assim, vamos lá:
Qual tipo de introdução alimentar escolher
BLW, participativa ou papinha? Quer dizer, se é que não existem outros tipos e eu quem não tenho conhecimento. (emoji)
Durante toda a minha gestação e até minha filha completar os 6 meses eu falava com muita vontade de que ela iria seguir a alimentação BLW e ninguém iria contra minha vontade, porque são inúmeros benefícios, mas a questão é que na hora que eu vi ela com um pedaço de banana na mão desisti.
Procurei por uma nutricionista e ela me recomendou fazer meio que "misto", alguns alimentos eu dava pra ela comer sozinha e outros mais amassadinhos, mas foi bem específica em não bater alimentos no liquidificador, porque perdia muitos nutrientes.
Pois bem, voltando ao primeiro dia dando comida pra Laurinha, eu me enchi de expectativas, achei que ela ia comer super feliz, mas não, ela deu uma lambida na banana e foi só. Por isso que se tem um conselho que eu posso te dar, esse conselho é:
NÃO CRIE EXPECATIVAS!
A gente fala que não cria, mas acaba criando sim!
Alimentos como arroz e feijão, eu dava bem amassadinhos, pra falar a verdade, os únicos alimentos que eu dava em pedaços eram frutas bem molinhas e uma carninha, de vez em quando. Mas sempre procurei dar comida para ela quando eu e o pai estivéssemos na mesa também, pra ela entender que aquele era o nosso momento de comer, sem distrações.
A questão é: ela nem sempre queria comer quando era nosso horário de comer, mas paciência, eu sempre priorizei respeitar o tempo dela, não insistir e nem obrigar, pra não tornar esse momento traumático.
Acredito que no final, fiz as três alimentações de uma vez, porque aquela era minha realidade, não tinha segurança em dar pedaços grandes, não queria limitar ela dando tudo amassado e sempre comemos juntos. No final, o que importa é encaixar isso na sua realidade.
E se prepare para a SUJEIRA!
É muito lindo ver no Instagram quando a pessoa tem ajudante em casa, ou sei lá o que, mas na realidade é péssimo toda refeição ter que limpar a cadeirinha, trocar a roupa, porque o babador não segura nada, já que o bebê passa a mão na comida, no cabelo e enfim...
Não sei como é na sua casa, nem como é a sua disposição, mas no meu caso eu tentava dar conta dela, da casa, de tudo e era desgastante, então tudo dependia do meu humor no dia.
Quais alimentos dar?
A recomendação da nutricionista foi: todos, sem exceção, quanto mais melhor (exceto leites e seus derivados). E eu fiz uma lista com todas as frutas, verdura e legumes, prometi que ia dar abacate pra ela, porque é uma fruta que eu não gosto (só se for no guacamole) e eu não queria que ela tivesse problemas com alimentos, mas a real é que ela já vai fazer 9 meses e nem chegou perto de abacate.
Sim, eu pretendo dar e eu vou, mas o que estou tentando trazer aqui é que: se não for parte da sua rotina, vai ser um pouco difícil! Dê o seu máximo para oferecer as mais variadas opções pro seu bebê, mas lembre-se que tudo tem seu tempo, não se desespere como eu.
O bom nisso tudo é que eu também comecei a comer melhor hahaha obrigada <3
E quanto a amamentação?
Meu misto de medo e esperança era ela largar o peito, por um lado eu teria mais liberdade e por outro eu não ia mais ter aqueles momentos de chamego com ela, mas no nosso caso ela não largou o peito, fez foi querer mais, parava de comer e queria mamar (não sei nem se pode, mas...)
Como escolher a cadeirinha de alimentação?
Comprei a cadeirinha Papa e Socena da Burigotto, que era a mais barata na época (esse modelo é o mais caro) e eu gosto dela, mas a verdade é que não uso todos os dias e quando uso, não uso em todas as refeições. Como falei antes: tudo depende da sua realidade.
No final de tudo, o importante é você não se cobrar.
No caso dessa cadeirinha tradicional, os especialistas dizem que isso limita a bagunça da criança, mas eu queria dizer a eles "HA HA HA HA HA", porque aqui em casa espalha comida pela cozinha toda.
Mas tem aquelas cadeirinhas que vai acoplada nas cadeiras de cozinha comuns, mas eu tive medo, não me parecem seguras (mas, é sou eu falando, sem nenhuma prova cientifica haha). A parte boa é que você pode levar ela para onde for, mas em meio a uma pandemia eu pensei "pra que, não é mesmo?".
A última opção é uma chamada "Booster" e nesse caso, eu não queria mesmo, não me parecem nada seguras e eu sou medrosa, acho que já deu pra perceber.
Por fim, se prepare para dar boas risadas e se deliciar com seu bebê, que apesar de fazer muita bagunça, também vai te dar muito orgulho e fazer muita graça. E claro, se prepare para os comentários, respira fundo e confia na sua intuição/experiência.








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