sábado, 2 de janeiro de 2021

janeiro 02, 2021

Como se organizar com um bebê em casa


Se você chegou até aqui em busca de um segredo, desculpe, vou ficar te devendo essa. É simplesmente impossível dar conta de tudo, o que quero mesmo é te dizer a minha realidade e a de todas as mães que conheço pra ver se você desencana de ser dez em uma e tenta se organizar com o bebê em casa.


Quando eu digo "se organizar com um bebê em casa", quero dizer: "Conhecer os seus limites".


A empresa em que eu trabalho fornece um plano de saúde muito bom, então, depois que minha bebê completou seis meses eu voltei a fazer terapia (sim, um privilégio) e é por isso que vim aqui, não sou nenhuma terapeuta, claro. Além disso, cada casa é um caso, mas quero te ajudar o máximo que eu puder.


Como dar conta da casa, da sua saúde física, da sua saúde mental, do casamento, dos amigos e do bebê? É simples, não dá! Sozinha? Nem sonha. A primeira coisa que você precisa colocar na cabeça é: sozinha não dá. O máximo que irá conseguir é amamentar, trocar a fralda do bebê, dormir e morrer de fome, porque dificilmente terá tempo pra cozinhar, mas estou trazendo a pior hipótese (sei que tem como ser pior, triste, mas não quero ir tão além porque foge da minha realidade).


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Não tenho ideia de como é ser mãe solteira e não ter ajuda de ninguém, nesse caso acredito que essa mãe não teve tempo de chegar até aqui, e se chegou, vai dormir mulher!


Quando eu voltei pra casa, a recomendação médica foi ficar de repouso (fiz cesárea), nesse caso tive ajuda da minha mãe, da minha sogra e principalmente do meu marido. Mas além de ter que lidar com tudo isso, meu marido também se cobrava por me ver chorar quando amamentava (meu peito sangrou muito, saiu pedaço de pele e carne rs) e não conseguir me ajudar.


Então imagina, ele ficava mal por me ver mal e saber que não teríamos ótimas condições financeiras, e eu ficava mal por não conseguir ajudar, ver ele mal e ter que amamentar. E acredito que esse seja exatamente o retrato: o pai preocupado com dinheiro e a mãe preocupada em ser suficiente em tudo (fomos criados assim, pelo menos por aqui).


Se você está nessa fase, não tenho o que aconselhar, eu ficava na cama o dia inteiro, e chorava por depender dos outros e não conseguir amamentar direito. Como eu disse: não dá!

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Você precisa se respeitar, e saber seus limites. Ou chorar, porque.... é isso! 


Mas conforme o tempo foi passando, eu fui conseguindo me organizar, ou achar que estava me organizando, porque tentava dar conta de tudo e não conseguia respirar, e como esperado, me sentia esgotada todo final de dia. 


Meu marido sempre me ajudou em tudo e por, MUITO tempo, eu tive vontade de agradecer a "ajuda", mas a verdade é que ele estava sendo pai, assim como eu estava sendo mãe. Então, tirei isso da minha cabeça e comecei a fazer uma "divisão de tempos" em casa.


Sim, DIVISÃO DE TEMPOS!


De dia eu ficava com a casa e a bebê, porque ele precisava trabalhar e eu estava sem demanda no trabalho. Mas de noite, ele ficava responsável pela casa e a bebê, eu só aparecia na cena pra amamentar. Então, se você quer se organizar: DIVIDA com alguém, não tente se MULTIPLICAR. 


Você é uma só!


Nas primeiras semanas eu tentei fazer um calendário, tipo, sábado é dia de fazer tal coisa, mas no dia a dia a realidade era outra. Eu podia me planejar o quanto quisesse, mas nunca dava certo, porque tudo dependia da hora da minha filha, quando ela queria peito, tinha cólica, sono ou fralda suja. 


Então, eu só continuei com a divisão de tempos e fazendo o que estava ao meu alcance. Lembro que quando eu estava pesquisando "Como se organizar depois do parto", porque queria ser dez em uma, encontrei muitos blogs dando dicas de organização e etc, mas eu nunca consegui seguir e sabe qual o motivo? É um absurdo exigir tanto de si mesma quando sua vida toda mudou!


Não existe segredo, não existe um truque, não existe ou, pode até existir, mas é demais!


Por fim, quero dizer que somos uma rede de apoio, quando encontrar outra mãe, não se compare com ela, nem diga que é melhor ou pior, só esteja por perto e ajude como puder. Não estamos sozinhas!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

dezembro 30, 2020

Tudo bem se sentir cansada


Dia desses uma colega apareceu em casa e me disse que eu estava um pouco acabada, que deveria ficar um pouco mais apresentável pro meu marido e, assim que ela saiu de casa, eu me acabei de chorar e segui assim por alguns dias, talvez você já tenha escutado algo parecido de onde menos esperava também, e por isso, eu te entendo.

Eu entendo que tentamos administrar nosso tempo pra conseguir dar conta de tudo, queremos nos sentir bem conosco, mas antes disso queremos que a nossa casa esteja ok, que nosso casamento flua bem, mas a cada vinte minutos que passa, ou menos, talvez até mais, o seu filho exige um pouco da sua atenção, e você para, porque ele é a prioridade e sempre será.

E quando você se dá conta, no final do dia, quando se programou pra descansar e ver algo na TV ou tomar um banho decente, já está cansada demais e quer ir pra cama dormir ou esticar as pernas. 

É foda, né?

Sabe o que é pior, ou até melhor, no meio de toda esse cansaço, nessa vontade de desistir de tudo o seu filho vai te olhar sorrindo, fazer graça, te dar carinho e você vai sentir que todo seu esforço vale a pena. Afinal, olha só esse pinguinho de gente te olhando admirado, é a melhor sensação do mundo.

Mas fiquei pensando no que essa colega me disse, o que tinha de errado? Meu cabelo? Ué, mas estava calor eu queria ele preso. Minha roupa? Eu estava confortável. Eu não estava maquiada? Ora essa, porque me maquiaria pra ficar em casa? E no final, eu descobri que não se tratava da minha aparência, o comentário que ela fez dizia somente respeito a ela.

O problema mesmo foi eu me agarrar àquele comentário como se fosse a minha verdade, descartando todo meu esforço, toda minha madrugada acordando para amamentar, todo o meu dia organizando a casa, me sentindo um polvo com vários braços pra dar conta de tudo.

Aquela sim era a minha verdade: eu sou forte, forte o suficiente pra carregar tudo isso nas costas e sorrir todos os dias (nem todos, rs), planejar, sonhar e tirar tudo do papel.

Lembrei de uma sessão com a psicóloga em que ela me disse "Se não estamos bem conosco, não podemos fazer com que os outros se sintam bem". Então, eu tento diariamente ter meus 10 minutinho e procuro entender que os comentários alheios são apenas isso: comentários. Ninguém passa o dia comigo pra saber o que eu faço ou deixo de fazer.

Quando me perguntam qual a pior parte da maternidade eu costumo pensar "Nossa, tanta coisa", mas se a gente parar pra analisar bem direitinho, não existe o pior em relação ao nosso filho, o que nos coloca pra baixo na maioria das vezes são os comentários alheios. 

Então, saiba que está tudo bem se sentir cansada e, claro, apoie quem está do seu lado.

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

dezembro 29, 2020

Introdução Alimentar: por onde começar


Pode ser que seu bebê tenha 6 meses ou menos, não sei como está seguindo por aí, mas por aqui nós seguimos as recomendações médicas de esperar nossa filha completar 6 meses para começar a famosa "introdução alimentar". Aposto que você deve estar se questionando: "Qual alimentação seguir? Como começar?". Pois bem, sei bem como é se sentir assim, vamos lá:

Qual tipo de introdução alimentar escolher

BLW, participativa ou papinha? Quer dizer, se é que não existem outros tipos e eu quem não tenho conhecimento.  (emoji)

Durante toda a minha gestação e até minha filha completar os 6 meses eu falava com muita vontade de que ela iria seguir a alimentação BLW e ninguém iria contra minha vontade, porque são inúmeros benefícios, mas a questão é que na hora que eu vi ela com um pedaço de banana na mão desisti.

Procurei por uma nutricionista e ela me recomendou fazer meio que "misto", alguns alimentos eu dava pra ela comer sozinha e outros mais amassadinhos, mas foi bem específica em não bater alimentos no liquidificador, porque perdia muitos nutrientes. 

Pois bem, voltando ao primeiro dia dando comida pra Laurinha, eu me enchi de expectativas, achei que ela ia comer super feliz, mas não, ela deu uma lambida na banana e foi só. Por isso que se tem um conselho que eu posso te dar, esse conselho é:

NÃO CRIE EXPECATIVAS!

A gente fala que não cria, mas acaba criando sim!

Alimentos como arroz e feijão, eu dava bem amassadinhos, pra falar a verdade, os únicos alimentos que eu dava em pedaços eram frutas bem molinhas e uma carninha, de vez em quando. Mas sempre procurei dar comida para ela quando eu e o pai estivéssemos na mesa também, pra ela entender que aquele era o nosso momento de comer, sem distrações.

A questão é: ela nem sempre queria comer quando era nosso horário de comer, mas paciência, eu sempre priorizei respeitar o tempo dela, não insistir e nem obrigar, pra não tornar esse momento traumático.

Acredito que no final, fiz as três alimentações de uma vez, porque aquela era minha realidade, não tinha segurança em dar pedaços grandes, não queria limitar ela dando tudo amassado e sempre comemos juntos. No final, o que importa é encaixar isso na sua realidade.

E se prepare para a SUJEIRA!

É muito lindo ver no Instagram quando a pessoa tem ajudante em casa, ou sei lá o que, mas na realidade é péssimo toda refeição ter que limpar a cadeirinha, trocar a roupa, porque o babador não segura nada, já que o bebê passa a mão na comida, no cabelo e enfim...

Não sei como é na sua casa, nem como é a sua disposição, mas no meu caso eu tentava dar conta dela, da casa, de tudo e era desgastante, então tudo dependia do meu humor no dia.

Quais alimentos dar?

A recomendação da nutricionista foi: todos, sem exceção, quanto mais melhor (exceto leites e seus derivados). E eu fiz uma lista com todas as frutas, verdura e legumes, prometi que ia dar abacate pra ela, porque é uma fruta que eu não gosto (só se for no guacamole) e eu não queria que ela tivesse problemas com alimentos, mas a real é que ela já vai fazer 9 meses e nem chegou perto de abacate.

Sim, eu pretendo dar e eu vou, mas o que estou tentando trazer aqui é que: se não for parte da sua rotina, vai ser um pouco difícil! Dê o seu máximo para oferecer as mais variadas opções pro seu bebê,  mas lembre-se que tudo tem seu tempo, não se desespere como eu.


O bom nisso tudo é que eu também comecei a comer melhor hahaha obrigada <3

E quanto a amamentação? 

Meu misto de medo e esperança era ela largar o peito, por um lado eu teria mais liberdade e por outro eu não ia mais ter aqueles momentos de chamego com ela, mas no nosso caso ela não largou o peito, fez foi querer mais, parava de comer e queria mamar (não sei nem se pode, mas...)

Como escolher a cadeirinha de alimentação?

Eu pesquisei bastante antes de comprar e confesso que se fosse pelo meu marido não teríamos comprado, ele dizia que era melhor segurar ela no colo e eu respondia "Você quem vai segurar?" e ele respondia que não. Então, pronto né haha!

Comprei a cadeirinha Papa e Socena da Burigotto, que era a mais barata na época (esse modelo é o mais caro) e eu gosto dela, mas a verdade é que não uso todos os dias e quando uso, não uso em todas as refeições. Como falei antes: tudo depende da sua realidade.

No final de tudo, o importante é você não se cobrar.

No caso dessa cadeirinha tradicional, os especialistas dizem que isso limita a bagunça da criança, mas eu queria dizer a eles "HA HA HA HA HA", porque aqui em casa espalha comida pela cozinha toda.

Mas tem aquelas cadeirinhas que vai acoplada nas cadeiras de cozinha comuns, mas eu tive medo, não me parecem seguras (mas, é sou eu falando, sem nenhuma prova cientifica haha). A parte boa é que você pode levar ela para onde for, mas em meio a uma pandemia eu pensei "pra que, não é mesmo?". 

A última opção é uma chamada "Booster" e nesse caso, eu não queria mesmo, não me parecem nada seguras e eu sou medrosa, acho que já deu pra perceber. 

Por fim, se prepare para dar boas risadas e se deliciar com seu bebê, que apesar de fazer muita bagunça, também vai te dar muito orgulho e fazer muita graça. E claro, se prepare para os comentários, respira fundo e confia na sua intuição/experiência.

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Quando me senti desamparada, nenhum tutorial de "como ser mãe" dava certo, porque nenhum deles era a realidade do nosso dia a dia. Então, decidi vir contar qual é a real!

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